Cirurgia Oral — Niterói

Cirurgia do Siso em Niterói: Quando É Necessária, Como Funciona e o Que Esperar da Recuperação

A cirurgia em si não dói. O pós-operatório tem desconforto previsível e manejável. O Dr. Eric Daldegan avalia cada caso com radiografia panorâmica e indica a extração apenas quando existe necessidade clínica real.

Sem internação
Anestesia local
Recuperação em 7 a 10 dias
Avaliação por radiografia
Niterói · Itaboraí · São Gonçalo

O que é o siso e quando a extração é indicada (e quando não é)

A extração cirúrgica do terceiro molar é um procedimento ambulatorial realizado sob anestesia local para remoção do dente do siso, indicado quando impactação, dor, infecção ou risco de apinhamento comprometem a saúde bucal — com recuperação típica de 7 a 10 dias.

O siso é o terceiro molar, o último dente a erupcionar na arcada dentária. Nasce tipicamente entre 17 e 25 anos, e há quatro ao total: dois na arcada superior e dois na inferior.

Muitas pessoas têm siso sem nunca precisar extrair. O siso que nasceu com espaço, está na posição correta, tem função de mastigação e pode ser higienizado sem dificuldade não precisa ser removido. A radiografia panorâmica é o exame que define o diagnóstico. Sem ela, qualquer indicação é especulação.

Siso incluso ou semi-incluso

Quando o siso não consegue erupcionar completamente porque o espaço na arcada é insuficiente, ele fica preso no osso ou parcialmente coberto pela gengiva. Essa posição dificulta a higienização e cria bolsas periodontais onde bactérias se acumulam. Estudos mostram que a posição do siso é o principal determinante do risco de pericoronite — a inflamação do tecido ao redor do dente semi-incluso.[1]

Siso mal posicionado com risco de dano aos dentes vizinhos

Um siso que nasce inclinado (mesioangular, distoangular ou horizontal, segundo a classificação de Winter)[8] exerce pressão sobre o segundo molar adjacente. Essa pressão pode causar reabsorção radicular, cárie de difícil acesso ou desalinhamento dos demais dentes. Sisos na posição A da classificação de Pell-Gregory apresentam maior risco e são indicação de extração profilática em muitos casos.[3]

Infecção, cárie ou pericoronite recorrente

Siso com cárie profunda, abscesso ou pericoronite que se repete tem indicação de extração porque o tratamento conservador não resolve o problema de longo prazo. As principais indicações de exodontia incluem pericoronite recorrente, formação de cistos e pressão crônica nos molares vizinhos.[2]

Indicação preventiva (avaliação individual)

Em alguns casos o ortodontista ou cirurgião indica extração preventiva antes de iniciar tratamento ortodôntico, para evitar que o siso pressione os dentes durante a movimentação. Essa decisão é baseada em radiografia panorâmica e análise do espaço disponível. O protocolo brasileiro de exodontia de terceiros molares, regulamentado pela ANS, estabelece critérios precisos para essa indicação.[7]

ED
Dr. Eric Daldegan — CRO 29215RJ

Na Oral Unic, peço a panorâmica antes de qualquer indicação. Siso que não está causando problema e que a pessoa consegue higienizar bem — não precisa tirar. A extração só entra na conversa quando existe indicação clínica real, não como protocolo automático.

Quando o siso NÃO precisa ser extraído

Siso completamente erupcionado, posicionado corretamente na arcada, com oclusão funcional e higienização acessível sem histórico de inflamação ou cárie. Monitoramento regular com radiografia é suficiente nesses casos.

Como é o procedimento: o que acontece durante a cirurgia

A cirurgia de extração do siso é realizada em consultório odontológico com anestesia local. Não requer internação. O tempo de cirurgia varia de 15 a 45 minutos por dente, dependendo da complexidade do caso — sisos com raízes curvas ou totalmente inclusos no osso demandam mais tempo e técnica.[4]

O procedimento começa com a aplicação da anestesia na região. A partir daí, o paciente não sente dor, apenas pressão e movimentação. Sensação de pressão durante a extração é normal e não indica falha da anestesia.

Posição do siso Complexidade Duração Técnica
Erupcionado, vertical Simples 15 a 20 min Fórceps, mínima incisão
Semi-incluso, angulado Moderado 25 a 35 min Retalho gengival + remoção mínima de osso
Totalmente incluso no osso Complexo 35 a 45 min Osteotomia + seccionamento do dente
Horizontal impactado Complexo 40 a 60 min Protocolo cirúrgico completo, tomografia prévia

Sedação para pacientes ansiosos

Para pacientes com ansiedade intensa, a sedação consciente pode ser associada à anestesia local. Com sedação, o paciente permanece acordado mas relaxado, e muitas vezes não retém memória do procedimento. Essa opção é avaliada individualmente e requer acompanhante para voltar para casa.

Ao final, o cirurgião sutura a gengiva. Alguns pontos são absorvíveis (se dissolvem sozinhos em 10 a 14 dias), outros convencionais (removidos em consulta de retorno entre 7 e 14 dias).

ED
Dr. Eric Daldegan — CRO 29215RJ

Uso tomografia computadorizada de feixe cônico (TCCB) nos casos moderados a complexos. Ela mostra a relação exata entre as raízes do siso e o nervo alveolar inferior — o que elimina surpresas durante a cirurgia e torna o procedimento mais seguro e previsível.

Pós-operatório dia a dia: o que esperar em cada fase

O medo da cirurgia do siso costuma ser desproporcional ao que de fato acontece. Conhecer o curso normal do pós-operatório transforma o desconhecido em previsível.

1
Primeiras 24 horas

Sangramento leve é esperado. Manter gaze no local e morder suavemente ajuda a formação do coágulo. Compressas frias externas nas primeiras 48 horas reduzem o inchaço. Repouso relativo, cabeça levemente elevada ao deitar. Não cuspir com força, não usar canudinho, não fumar.

3
2º ao 3º dia — Pico de inchaço

O pico de inchaço é esperado e faz parte da resposta inflamatória normal ao trauma cirúrgico. O pico de dor ocorre tipicamente entre 5 e 6 horas após a anestesia cessar. Os medicamentos prescritos (anti-inflamatório e analgésico) devem ser tomados conforme prescrição, mesmo antes da dor começar.

5
3º ao 7º dia — Melhora progressiva

Redução gradual do inchaço e da dor. A maioria dos pacientes retoma as atividades normais entre o 5º e o 7º dia. Dieta ainda deve ser pastosa e fria durante esse período: iogurte, purê, vitaminas, caldos frios.

10
7 a 10 dias — Retorno ao normal

A maior parte dos pacientes está sem dor e retomou alimentação normal. A cicatrização completa do alvéolo ósseo leva alguns meses, mas sem sintomas perceptíveis. Retorno ao consultório para remoção de pontos convencionais (se houver) nesse período.

Cuidados essenciais no pós-operatório

  • Compressa fria externa nas primeiras 48 horas (gelo envolto em pano, nunca direto na pele)
  • Dieta pastosa e fria nos primeiros 3 a 5 dias
  • Medicamentos conforme prescrição, incluindo anti-inflamatório preventivo
  • Repouso relativo nas primeiras 24 horas, cabeça elevada ao deitar
  • Higiene bucal delicada — não escovar a área cirúrgica no 1º dia
  • Não fumar pelo menos 72 horas (risco de alveolite)
  • Não usar canudinho ou cuspir com força
  • Não enxaguar vigorosamente nas primeiras 24 horas
  • Não fazer exercício físico intenso nos primeiros 5 dias
ED
Dr. Eric Daldegan — CRO 29215RJ

Meu protocolo de pós-operatório inclui prescrição personalizada de analgésico e anti-inflamatório, orientações escritas detalhadas e retorno de acompanhamento. Se aparecer qualquer sinal de alerta, o paciente tem meu contato direto — a recuperação não é feita no vácuo.

Como evitar alveolite e outras complicações

A alveolite seca é a complicação mais comum da extração do siso, com incidência de 1 a 5% das extrações em geral e até 30% nas extrações de molares inferiores mais complexos.[5] Ocorre quando o coágulo que se forma no alvéolo se dissolve ou é desalojado antes que o tecido cicatrize.

Sem o coágulo, o osso fica exposto. Isso causa dor intensa que irradia para o ouvido e a têmpora, tipicamente entre o 3º e o 5º dia, quando a cicatrização deveria estar progredindo — não regredindo. É o principal sinal de alerta: dor que parecia estar melhorando e piora subitamente.

Fatores que aumentam o risco de alveolite

  • Fumar nas primeiras 48 a 72 horas (a ação de sugar o cigarro cria pressão negativa que desaloja o coágulo)
  • Usar canudinho ou cuspir com força nas primeiras 24 horas
  • Enxaguar a boca vigorosamente logo após a cirurgia
  • Histórico de alveolite em extrações anteriores
  • Uso de contraceptivos orais (altera a coagulação)
Prevenção com Clorexidina

Estudos mostram que o uso de clorexidina 0,2% no pós-operatório reduz a incidência de alveolite em até 62%.[6] O Dr. Eric indica esse protocolo nos casos de maior risco, especialmente para pacientes tabagistas ou com histórico de complicações em extrações anteriores.

Outros sinais que pedem retorno imediato

  • Sangramento que não cessa com compressa após 30 minutos
  • Febre acima de 38°C
  • Inchaço que piora progressivamente após o 3º dia (em vez de reduzir)
  • Odor desagradável combinado com dor crescente

Alveolite tem tratamento (limpeza do alvéolo e curativo medicado na clínica). Não é emergência grave, mas requer retorno ao consultório. O tratamento resolve o problema em poucos dias.

ED
Dr. Eric Daldegan — CRO 29215RJ

Alveolite é reconhecível pelo padrão inverso de dor: estava melhorando e voltou a piorar após o 3º dia, com odor. Qualquer paciente da Oral Unic que apresentar esse quadro entra em contato comigo diretamente — não precisa esperar consulta de retorno agendada.

Extrair 2 ou 4 sisos de uma vez: o que muda

É possível extrair dois ou quatro sisos na mesma sessão cirúrgica. A decisão é tomada caso a caso, considerando a posição e complexidade de cada siso, a tolerância do paciente ao procedimento e a disponibilidade de repouso nos dias seguintes.

Critério Extrair 2 por vez Extrair 4 de uma vez
Recuperações necessárias 2 etapas 1 etapa
Intensidade do pós-op Moderada (um lado) Mais intensa (bilateral)
Alimentação nos 1ºs dias Mastigar pelo lado não operado Dieta líquida/pastosa total
Tempo total de afastamento Distribuído em 2 períodos Um período mais longo
Indicado quando Sisos complexos, baixa tolerância, sem folga na agenda Sisos simples, alta tolerância, folga de 7 a 10 dias
A escolha é do paciente

Na Oral Unic, o Dr. Eric apresenta ambas as opções na consulta de planejamento e respeita a preferência do paciente, desde que a condição clínica permita. Não existe uma opção universalmente melhor — depende do perfil do caso e da rotina de quem vai se recuperar.

Preços por complexidade (Niterói)

O custo da extração varia conforme a posição do siso e o grau de impactação. A avaliação com radiografia panorâmica define a classificação antes do orçamento final.

Complexidade
Simples
R$ 800–1.000
Siso erupcionado, vertical, sem osso a remover. Anestesia local, incisão mínima e sutura absorvível.
Sob orçamento
Complexo
R$ 1.200–1.800+
Totalmente incluso ou horizontal. Requer tomografia (TCCB), osteotomia e seccionamento. Avaliação individualizada.
ED
Dr. Eric Daldegan — CRO 29215RJ

Verificar cobertura do convênio antes é sempre o caminho certo. Cirurgia de siso incluso ou semi-incluso geralmente está coberta por planos odontológicos como procedimento cirúrgico. O siso simples erupcionado pode ser categorizado diferente pelo plano — confirmar caso a caso.

Dr. Eric Daldegan — Cirurgião e Especialista em Reabilitação Oral

Com mais de 20 anos de experiência e registro CRO 29215RJ, o Dr. Eric Daldegan realiza cirurgias de siso em Niterói com protocolo que inclui tomografia de feixe cônico para casos complexos, anestesia com vasoconstritor e prescrição individualizada de pós-operatório.

A Oral Unic atende pacientes de Niterói, Itaboraí, Maricá, São Gonçalo e Rio de Janeiro, com foco em cirurgia oral, prótese dentária e reabilitação completa da função mastigatória.

+20
anos de experiência clínica
8.000+
casos tratados
5
cidades atendidas
100%
ambulatorial, sem internação
CRO 29215RJ Cirurgia Oral Prótese Dentária Implantodontia Estética Dental Reabilitação Oral
Dr. Eric Daldegan, especialista em cirurgia de siso na Oral Unic, Niteroi

Recuperação sem surpresas — é o que mais ouvimos

★★★★★

Tinha muito medo da cirurgia. O Dr. Eric explicou tudo antes — mostrou a panorâmica, explicou o que ia fazer passo a passo. No dia, não senti nada. No segundo dia tive inchaço como ele disse que teria. No sétimo, estava comendo normalmente.

Lucas F.
Niterói — siso inferior incluso
★★★★★

Tirei os quatro de uma vez. Fui preparada para o pós-operatório pesado. O Dr. Eric me deu o protocolo de medicação, lista de o que comer e número para contato. No terceiro dia estava bem melhor do que esperava.

Mariana C.
Itaboraí — extração bilateral
★★★★★

Fiz a sedação porque tenho pavor de dentista. Quando acordei a cirurgia tinha acabado e eu não lembrava de nada. Recuperação tranquila, sem alveolite. Recomendo de olhos fechados.

Roberto M.
São Gonçalo — sedação consciente
★★★★★

Siso horizontal impactado, o pior tipo. Fiz tomografia antes, o Dr. Eric planejou tudo. A cirurgia foi mais rápida do que eu esperava dado o grau de complexidade. Pós-op de 10 dias, sem complicações.

Carla S.
Niterói — siso horizontal complexo
★★★★★

Minha filha fez a extração dos dois inferiores. O Dr. Eric foi muito cuidadoso com ela, que tem 17 anos e ficou nervosa. Ele deixou ela confortável durante todo o procedimento. Sem intercorrências.

Ana Paula R.
Niterói — menor de idade
★★★★★

Estava adiando a extração há anos por medo. Quando finalmente fiz, fiquei com raiva de ter esperado tanto. O procedimento foi simples, a recuperação foi tranquila e acabei com uma dor crônica que tinha há meses.

Paulo T.
Itaboraí — siso semi-incluso crônico
★★★★★

Desenvolvi alveolite após extração que fiz em outro lugar. Fui até o Dr. Eric para tratar. Ele foi objetivo, tratou o alvéolo no consultório mesmo, e em 3 dias a dor tinha sumido. Excelente manejo de complicações.

Beatriz L.
Niterói — tratamento de alveolite
★★★★★

Adulto de 45 anos fazendo extração de siso. Tinha medo de que a recuperação fosse mais difícil pela idade. O Dr. Eric foi honesto: seria um pouco mais lento sim, mas sem drama. E foi exatamente assim.

Marcos A.
Niterói — paciente adulto
★★★★★

Orthodontista indicou extração preventiva antes do meu tratamento de aparelho. Fiz com o Dr. Eric. Ele trabalha em conjunto com meu ortodontista, o que facilitou muito o planejamento e a comunicação entre os dois.

Fernanda N.
Maricá — extração preventiva pré-ortodontia

Perguntas sobre a extração do siso

As respostas que você procura antes de agendar

A cirurgia em si não dói porque é feita com anestesia local. O paciente sente pressão e movimentação, não dor. O pós-operatório tem desconforto esperado, controlado com os medicamentos prescritos pelo Dr. Eric. A maioria dos pacientes relata que a experiência foi menos intensa do que esperava.

Para trabalho de escritório, a maioria dos pacientes retoma em 2 a 3 dias. Para trabalho físico ou com exigência de comunicação intensa, 5 a 7 dias é mais seguro. A cirurgia bilateral tende a pedir um ou dois dias a mais de afastamento.

Nos primeiros 3 a 5 dias, a dieta deve ser pastosa e fria ou morna: iogurte, purê, vitaminas, sopas frias. Alimentos quentes, duros, com caroço ou que exijam mastigação intensa ficam para depois. A partir do 7º dia, a maioria dos pacientes já retomou a alimentação normal.

Entre 17 e 25 anos o osso é mais maleável, as raízes dos sisos ainda não estão completamente formadas e a cicatrização tende a ser mais rápida. A extração em pessoas mais velhas é totalmente viável, mas a recuperação pode ser um pouco mais lenta. Não existe limite de idade para a indicação cirúrgica.

Depende do plano. Cirurgia de extração de siso incluso ou semi-incluso geralmente está coberta por planos odontológicos como procedimento cirúrgico. Siso erupcionado em posição simples pode ser categorizado diferente pelo plano. Verificar com o convênio antes é sempre o caminho certo.

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Referências Científicas

  1. Association between mandibular third molar position and pericoronitis: Systematic review and meta-analysis. PubMed. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31374491
  2. Indications of the extraction of symptomatic impacted third molars: Systematic review. NCBI. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7920557
  3. The indications for third-molar extractions. Journal of the American Dental Association (JADA). jada.ada.org
  4. Development and validation of a difficulty index for mandibular third molars with extraction time. PMC. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7609930
  5. Alveolar Osteitis (Dry Socket). StatPearls — NCBI Bookshelf. ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK582137
  6. Efficacy of different methods used for dry socket prevention and risk factor analysis: Systematic review. NCBI. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5813994
  7. Protocolo de Exodontia de Terceiros Molares. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) — gov.br. protocolo-exodontia-gov.br (PDF)
  8. Impaction Classification — Winter, Pell & Gregory. Exodontia.info. exodontia.info/impaction-classification